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Hidrojateamento em Edifício Residencial

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Neste condomínio, houve um incêndio em veículos estacionados na garagem.


Foi solicitada pelo engenheiro calculista a limpeza detalhada da estrutura de concreto, danificada por um incêndio ocorrido no subsolo do edifício residencial.

A limpeza será realizada através de um processo de hidrojateamento, que é uma técnica eficaz e de alta pressão, com o objetivo de remover todas as sujeiras acumuladas, impregnações indesejadas, partículas soltas, eflorescências, bem como manchas que possam ter sido causadas pelo calor intenso do incêndio. Essa etapa é fundamental para garantir que a integridade estrutural do concreto seja restaurada e que não haja resíduos que possam comprometer futuras intervenções de recuperação ou reforço, assegurando, assim, a segurança e a durabilidade do edifício ao longo do tempo.

Somente após esta limpeza do substrato foi possível iniciar os trabalhos de verificação da estrutura, o que permitiu a visualização das patologias presentes.

Durante um incêndio, situação de extrema emergência e risco, o aumento significativo da temperatura dos elementos estruturais, em decorrência da ação do fogo (também conhecida como ação térmica), provoca uma redução acentuada da resistência dos materiais. Isso resulta em um aumento das deformações dos elementos estruturais, que podem se tornar comprometidos sob tais condições adversas.


Além disso, podem surgir, eventualmente, esforços solicitantes adicionais, que são consequência direta das restrições impostas às deformações, originadas pela elevação da temperatura térmica. Essa interação complexa entre o calor intenso e a integridade estrutural é fundamental para compreender os riscos envolvidos em um incêndio.

A verificação da estrutura em situação de incêndio consiste, basicamente, em avaliar as dimensões e as condições de proteção dos elementos estruturais, para que cada um tenha um Tempo de Resistência ao Fogo (TRF) superior ao Tempo Requerido de Resistência ao Fogo (TRRF), aplicando-se métodos para verificar essa condição em diversas situações de projeto.

De forma simplista, o Tempo Requerido de Resistência ao Fogo (TRRF) pode ser entendido como o tempo mínimo (expresso em minutos e fruto do consenso de uma dada sociedade) que os elementos construtivos devem resistir (com respeito à integridade, estanqueidade e isolamento, quando aplicável) a uma ação térmica padronizada, em um ensaio laboratorial.

O objetivo dessa verificação é, portanto, garantir que o Tempo de Resistência ao Fogo (TRF) do elemento estrutural seja suficiente para que as pessoas deixem a edificação e haja tempo para extinguir o fogo antes que a estrutura entre em colapso.





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